Selos Brit Classics

23 de novembro de 2009 por judominguez em Referência, SELFPOSTS

Eu sempre achei que a família real inglesa tinha um quê de moderninha. Toda aquela pompa e renda jamais me enganou. Uma rainha que curte Queen é, no mínimo, genial. Eis que navegando pelo Petiscos, o que descubro? Que o Royal Mail lançou uma coleção especial de selos inspirados em clássicos do rock inlgês. Yeah!

São 10 bandas que, a partir de Janeiro de 2010, terão suas capas de álbuns estampadas nos selos oficiais. Os homenageados:

The Division Bell - Pink Floyd
A Rush of Blood to the Head - Coldplay
London Calling - The Clash
Tubular Bells - Mike Oldfield
Parklife - Blur
Power, Corruption and Lies - New Order
Four Symbols - Led Zeppelin
Screamadelica - Primal Scream
Let it Bleed - The Rolling Stones
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars - David Bowie

E pra quem achou que, tratando-se de brit classics, ficou faltando alguém, adianto que os Beatles tiveram uma edição só pra eles em 2007, também com as capas dos álbuns. Mas pra mim, o que faltou mesmo foi The Cure e The Smiths.

Recado passado, colegas viajantes na terra de rainha Beth: não me mandem e-mails. Me escrevam cartas. Dez, pelo menos. Enviar cartas sempre teve seu valor, e com selos assim o charme é em dobro.

Selos

Selos Beatles

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Seu Fiat 500 através de sua ID Digital

22 de novembro de 2009 por Bárbara Gaia em News, SELFPOSTS

Essa foi a proposta da Agência Click ao lançar um aplicativo para o mais novo carro da Fiat. Segundo matéria do Clube de Criação de São Paulo, a pessoa entra no hotsite, escolhe em um painel as redes sociais que mais utiliza e um Fiat 500 é montado de acordo com as informações obtidas. Você pode depois editar e mandar “seu carro” para suas mídias pessoais.

De acordo com João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat, a empresa quer estar cada dia mais presente na vida do consumidor e o mundo digital é uma das melhores opções, já que passamos boa parte do nosso tempo em frente a um computador.

Eu fiz o teste com o meu Twitter e blog. Apareceu um Fiat 500 na cor amarela mas não tinha nada comentando porque aquele era o carro que tinha mais a ver comigo. Pensei que seriam rastreadas as palavras-chave que mais uso. Ex: Se eu falasse  muito em design, mostraria o automóvel todo customizado.

O que informa são mais dados estatísticos. No caso do Twitter, quantos followers tenho, quantos tweets eu coloco por semana e o número de retweets. Talvez o que eu tinha imaginado seja um tanto quanto complicado. Mas a ideia criada pela agência é muito bacana.

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Era uma vez…

18 de novembro de 2009 por Carla Said em SELFPOSTS, TVborges

Nesse final de semana, enquanto milhares de pessoas se divertiam na praia, resolvi ver um filme. Por indicação do bonequinho do Globo (sim, eu sigo o que ele diz) fui assistir (500) Dias com ela – (500) Days of Summer, no original. E, posso garantir, tive a grata surpresa de encarar um dos melhores filmes do ano pra mim. Tudo se encaixa perfeitamente: trilha sonora, atores, figurinos, locações e linguagem – além da história, que é fenomenal e nem um pouco óbvia.

O conceito é bem simples e já explícito no início do longa: “This is a history of boy meets girl (…) this is not a love story”. Ponto. Dito isso, a gente pode sofrer, querer que seja o contrário e até se emputecer com os acontecimentos, mas precisamos engolir seco e aceitar que aquele casal não vai terminar bem. Está claro desde a primeira cena, desde quando a idéia foi criada e, provavelmente, o roteiro escrito. Mas, como no post anterior, mais uma vez o pessoal deve estar pensando “por que diabos ela está falando disso?”. Bom, vou tentar explicar.

Conversando depois do filme, não sei porquê, me veio na cabeça o recente comercial “Destino”, criado pela Ponce de Buenos Aires para AXE (veja lá no fim do post). Normalmente, os comerciais da marca não me fazem a cabeça, mas esse me pegou num ponto muito forte: conceito e amarração da história (coisa que, sinceramente, acho que falta nos outros). O filme mostra uma historinha sobre um homem e uma mulher supostamente ideais e que não se encontram. No único momento em que eles vão se esbarrar, passa um cara cheirando a AXE e, pronto, lá se vai uma bela história de amor.

Para quem não sabe, o conceito atual do desodorante é “The Power of Fragrance”. E agora, precisa dizer mais alguma coisa? Eu sei, todos os comerciais da AXE mostram o “poder da fragrância” mas, o que quero mostrar, é como uma história crível e bem contada faz a diferença. Isso é o que pode acontecer na vida real. Comigo, com você e qualquer um. E, vamos lá, não é mais legal assim? Não é muito mais agradável do que olhar para uma peça e sentir que estão zoando com a sua cara? Ah, eu acho.

Na realidade, não é muito sobre o que pode acontecer na vida real, mas o que se torna crível aos olhos. Uma história bem contada e amarrada, passível de “viagens”, mas que caminha naturalmente, sem sobressaltos loucos e sem sentido. A AlmapBBDO fez isso recentemente com o comercial “Xerox”, para O Boticário. Simples, inteligente e bem bonitinho, como vocês podem ver lá no fim do post também. Não daria para usar o mesmo conceito da AXE? Sim. Mas eles assinaram como “acredite no desodorante”, que tem uma amarração perfeita com o conteúdo. Bacana mesmo.

Infelizmente, isso é o que menos tem acontecido na propaganda brasileira atual. O que mais vemos é enrolação, enrolação e, para finalizar, uma piadinha meio jogada, que faz graça sem botar pra pensar. É a tal falta de conteúdo aliada a preguiça. Cansativo demais, bobo demais, non sense demais. Como sempre digo e repito, sei que cada caso é um caso e que o sentido pode variar de pessoa pra pessoa. Ok. Mas também sei que, quando algo é bem contado, o sentido até pode variar, mas a mensagem é recebida igualmente. Seja falando sobre desodorantes, xerox ou histórias de amor.

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O que faz você ser você

8 de novembro de 2009 por Carla Said em SELFPOSTS, TVborges

Outro dia estava vendo um episódio dos Simpsons que brincava com uma empresa chamada “Mapple”. Ora, todos sabem que “Mapple” é uma sátira para “Apple” e o fundador “Mobs” é o tão estimado Jobs, da mesma empresa. Além do quê, sabemos que o seriado sempre faz referências ao mundo atual, sejam elas boas ou más. E é bastante crítico.

Mas resolvi falar isso porque, nesse caso específico, o desenho fazia alusão ao famoso comercial “1984”, que a Apple lançou por uma única vez, na final do Super Bowl (lê-se, um público estimado de 70 mil pagantes e, mais ou menos, 80 milhões de telespectadores). Esse famoso filme, teve produção e direção de ninguém menos que Ridley Scott, criação a cargo da agência Chiat/Day (hoje incorporada à TBWA), e custou a bagatela de 1,6 milhão de dólares (sendo que o custo de veiculação ficou em torno de 500 mil dólares). Nada mal para um anúncio de 25 anos atrás. Veja aqui:

Imagem de Amostra do You Tube

Mas, “por que diabos essa garota está falando disso? Todo mundo conhece esse filme”, vocês devem estar pensando. Sim, eu sei, todo mundo conhece esse filme. Mas, não sei, todo mundo conhece esse filme mesmo? Digo, TODO MUNDO sabe que Ridley Scott foi responsável por sucessos como Alien e Blade Runner? Ou, TODO MUNDO sabe que o anúncio reflete a luta que George Orwell travou no livro “1984”? E Big Brother, TODO MUNDO sabe que não é apenas um reality show? Não sei.

Parece simples, mas não é. Sei que esses exemplos não são profundos, e que muitas pessoas estão familiarizadas com tudo isso, mas nem tantas como acreditamos. Na maioria da vezes, recebemos informações sem saber do que se tratam. A gente adora a música “Will You Still Love Me Tomorrow” da Amy Winehouse, mas não faz idéia de que é uma regravação da original escrita por Gerry Goffin e Carole King. E que foi eleita umas das 500 melhores músicas dos últimos tempos pela Rolling Stone. Pra quê, né?

“Tudoaomesmotempoagora” é algo que escutamos com frequência e, sim, é uma verdade. Mais ainda, uma necessidade dos tempos atuais. Não que seja certo ou errado, é apenas uma característica do mundo. Aceitemos. Mas, o que estou querendo dizer, é que falta interesse. Não tanto sobre hoje, mas sobre ontem (e ontem não significa 50 anos atrás, pode ser um mês também). É isso mesmo, falta interesse. E muito. E cada vez mais. O antigo não interessa. É passado, cheira à naftalina e não importa. Uma pena.

Também não acho que somos obrigados a saber tudo sobre tudo, mas acredito que, como comunicadores, nossa função é estudar e promover o pensamento. Sejam nos nossos anúncios, blogs, twitts ou qualquer outro lugar que reflita uma idéia. Eu sei, é cabeçudo demais, é profundo demais e as pessoas simplesmente não entendem, mas não é pra isso que estamos aqui? Para traduzir nossa percepção e, mais ainda, compartilhar um pensamento? Estimular o raciocínio? Acredito que sim.

Não vou entrar no mérito de cada caso, mas espero que a maioria pense como eu. Tá, pode ser utopia, mas prefiro acreditar que ainda há interesse. Prefiro acreditar que as tão esperadas “grandes idéias” sejam sempre geradas em conjunto aos “grandes conhecimentos”. Prefiro acreditar que as pessoas se importam. E espero acreditar sempre. Ou melhor, prefiro.

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Consciência, quem tem pra dar?

29 de outubro de 2009 por Carla Said em Referência, SELFPOSTS

Vou assumir que sou um pouco descrente com algumas campanhas de conscientização. Não sei, essa coisa de mandar fazer isso ou aquilo é meio complicada. Como dizer que drogas são ruins para quem, presume-se, parece estar achando bom o efeito que elas provocam? Como fazer as pessoas acreditarem no voto, quando a política está desse jeito? E camisinha, então, dizendo pra usar também com seu marido de 10 anos? Complicado.

Eu sei que parece que sou uma louca libertária, mas não é bem isso. Estou falando de comunicação. E, no caso, não consigo ver a efetividade das ações. Acho que o problema está muito além disso, lá na base. É preciso tanta coisa que dá até preguiça de falar. Educação, a princípio de tudo, e respeito que, sem sombra de dúvidas, é o que mais falta. Mas isso são outros quinhentos.

Na verdade, comecei a pensar nisso quando vi dois anuncios bem bacanas sobre problemas de saúde. Um falando sobre câncer de mama e outro sobre asma. O de cancer é bem leve, mas engraçado, colocando o teste do toque inesperadamente dentro de um cinema. Assista aqui. O outro é mais forte, e traz um garotinho supostamente embalado num plástico sofrendo com falta de ar. Dá uma chocada, mas faz pensar. Veja aqui.

Por aqui no Brasil, tem algumas coisas boas e outras bem básicas. Dessas que chegam a dar vontade de fazer o contrário, de tanto que não sabem falar com o público. Mas é normal. Uma que eu amo – e chorei bastante –, foi a que a Y&R criou para a Santa Casa ano passado e estimula a doação de órgãos. Linda demais, ó:

Imagem de Amostra do You Tube

Outra bem bacana é a iniciativa “Xixi no Banho”, criada pela F/Nazca para a SOS Mata Altlântica. Ensina de um jeito fofo. Assista aqui.

Mas acho que ainda temos muito o que caminhar. Não é simplesmente lançar uma ideia criativa e deixar pra lá. Se a gente pode ajudar, por que não dar o melhor? Por que não pensar realmente no problema e ir além? Não é o caso de colocar a pessoa entre o bem e o mal, mas de falar claramente, mostrando prós e contras. Numa boa. Eu sei que esse papo é meio chato, mas é bom pra abrir a cabeça. Afinal, não dá pra ser engraçadinho sempre, né. Pelo menos eu não quero.

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O bom design brasileiro

14 de outubro de 2009 por Carla Said em SELFPOSTS, TVborges

Como já disse diversas vezes: eu adoro música. No caso, minhas preferências são bem amplas (me recuso a abrir por medo de sérias retaliações), mas sei que prevalece um “bom gosto” – que também pode ser seriamente contestado. Afinal, gosto não se discute. E eu não discuto mesmo.

Brincadeiras à parte, estava conversando com meu querido amigo Claudio pelo MSN quando, qual não foi minha alegria, ele me presenteou com um teaser de seu novo trabalho. A título de informação, Claudio é integrante da dupla “Elesbão e Haroldinho”, que já fez muito barulho com seu “Design de Bolso” – uma publicação reconhecida no meio do design brasileiro e que teve sua última edição em 2001 –, além de muitas outras coisas.

Pois bem, a dupla abriu uma produtora, a Visorama Diversões Eletrônicas, e continua fazendo suas mágicas por aí. No caso do teaser que comentei acima, era parte de um clipe em animação que eles estavam desenvolvendo para a música “E Agora Nós”, da Ivete Sangalo e Sorriso Maroto (olha o tal gosto indiscutível que eu disse), e que é uma fofura. Tanto que eu até acabei gostando da cantoria. Lindinho mesmo.

Mas para quem quer saber um pouco mais da dupla e do seu trabalho atual, sugiro uma procurada pelo Google. Também posso indicar algumas coisinhas, como o site www.chacundum.com, que apresenta o trabalho autoral do Claudio – Haroldinho, e o livro “Diário de Bordo”, do Zé – Elesbão (http://www.2ab.com.br/Produtos.asp?ProdutoID=358), além de, é claro, o site da produtora www.visorama.tv. Dá para ter uma idéia legal.

Fora isso, apresento o tal clipe que achei fofo. Lembrando sempre que gosto não se discute. Bom proveito!

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A vida com “R”, de realidade

13 de outubro de 2009 por Carla Said em Referência, SELFPOSTS

Recentemente conversei com várias pessoas sobre o anúncio “picante” da vovó para Havaianas – assunto que acabou rendendo um post meu (aqui) e muitas matérias por aí. Acho que não há mais o que falar sobre o filme em si (a própria agência rapidamente tratou de resolver o “problema”), porém, acho que esse assunto ainda dá pano para algumas mangas. Na realidade, nem tanto o tema sexo, mas mais no que consideramos normal ou corriqueiro hoje em dia – e como criamos em cima disso.

Digo isso porque estava observando a campanha que a Sadia lançou há algum tempo pelas mãos da DPZ trazendo o slogan “A Vida com S é Mais Gostosa”. Antes de tudo, a empresa apostou em pesquisas para verificar as transformações ocorridas nos modelos familiares ao longo dos anos. Resultado? Famílias enxutas, muitos filhos únicos ou agregados de outros casamentos, jornadas de trabalho maiores, aumento no número de divórcios e mudanças na hierarquia do lar.

O próprio site da marca conclui. “O conceito de família foi ampliado e extrapolou os laços sanguíneos, com uma valorização cada vez maior das relações independentes do vínculo biológico. Estas novas ‘famílias’ são baseadas na empatia, identificação, amizade e convivência de seus membros, como no o caso dos grupos de amigos de um escritório, faculdade, escola ou academia, ou até dos amigos virtuais criados dentro das redes sociais da Internet”.

Observando então o comercial da Sadia e também a explicação na marca na defesa de sua campanha, podemos até pensar numa mudança de valores e a preocupação em reproduzir o mundo atual fidedignamente. Mas é tão raro, né. Ao menos a agência conseguiu transformá-lo em algo mais palpável ao dia a dia de todos. E isso é bem bacana. Louvável, eu diria.

De qualquer forma, acredito que isso ainda está longe de se tornar um senso comum. Enquanto isso, à título de boa referência, sugiro que observemos as marcas mais ousadas – como no caso da vovó. E que também valorizemos os que ousam de maneira mais amena – como a Sadia. Pelo menos é uma forma de educar.

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As aventuras de Jack & Gourdo

1 de outubro de 2009 por Bárbara Gaia em SELFPOSTS, TVborges

Todo mundo adora uma história. E quando é usada uma animação para contar a história então, nem se fala. Deve ter sido isso que levou a Caribou Coffee a realizar sua nova campanha publicitária.

Para divulgar seus novos sabores para este outono - maçã e abóbora(!) - a empresa varejista especializada em café (segunda maior dos Estados Unidos, ficando atrás somente da Starbucks) resolveu lançar um desenho animado chamado The Autumn Adventures of Jack & Gourdo (As Aventura de Outono de Jack & Gourdo). Nos filmes, bem ao estilo do humor ácido e irônico de Simpsons e Seinfeld, dois personagens batem um papo que envolve sempre os novos produtos da Caribou Coffee.

Achei a bem legal a campanha, pois é divertida e não fica (ao menos declaradamente) empurrando as pessoas a experimentar os novos cafés do Caribou Coffe. A criação é da agência Colle+McVoy em parceria com a Puny Entertainment.

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I Heart Guts

30 de setembro de 2009 por judominguez em Produto, SELFPOSTS

Dia desses eu estava irritada sem motivo, enchendo o saco do maridão em casa. Acho que todo mundo tem o direito divino de se irritar sem motivo. Agora, só quem tem a paz de espírito do Marcos consegue achar soluções criativas pra amansar a fera que tem dentro de casa. Eu lá, puta, e ele me chega com uma pelúcia do I Heart Guts.

Foi batata. I Heart Guts faz órgãos de pelúcia. Ele me deu o coração - mas não o coração tipo Chambinho, não. É um coração mesmo, com artéria e tudo. Só que de pelúcia. E com carinha feliz ainda por cima. Sensacional.

Mais tarde, entrei no site dos caras e descobri que eles vendem milhões de órgãos de pelúcia diferentes. Você conhece algum beberrão? Compra o fígado pra ele. Super útil. Fumantes: tem pulmão, viu? Tem cérebro, pâncreas, estômago. E as glândulas, então? Glândulas sudoríparas, sebáceas, tireóide. Contei uns 26 tipos diferentes. Muito bacana a idéia.

Entra lá no site. Eles entregam direitinho no Brasil. E a Plastik, em SP, revende. Além dos órgãos, tem camisetas e bottons. Fora as coleções limitadas, com corações de couro ou vinil, com carinha de sofredor. Dá até vontade de perder seu grande amor, só pra justificar a compra.

E pra fechar com chave de ouro, eles ainda se disponibilizam para parcerias com ONGs, escolas e hospitais. Já levantaram fundos para uma lista enorme de instituições. Dá pra ver um pouquinho do que eles já fizeram aqui.

Não faltam motivos conferir. O preço é meio salgadinho, mas eu adoro esses colecionáveis. Caí de amores por todos. O ódio sem motivo passou e o maridão respiou aliviado. I Heart Guts devolve a pessoa amada em 5 minutos.

I Heart Guts

Galera reunida

Coração

Coração :(

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O sexo que incomoda

23 de setembro de 2009 por Carla Said em SELFPOSTS, TVborges

Desde que estreou na TV, o comercial das havaianas onde uma avó fala abertamente de sexo tem feito barulho. Confesso que, na primeira vez que vi, achei meio forçado. Não pela situação em si, porque sei que as avós falam sobre isso nos dias de hoje, mas pela figura da senhora, muito formal e um tanto estereotipada. Tirando isso, normal. Mas, de cara, sabia que ia dar o que falar.

Não é de hoje que sofremos com o puritanismo e machismo do povo brasileiro. É aquela velha história, homem pode falar de sexo, chamar mulher de gostosa e fazer o que bem entender. Agora, quando são as mulheres que assumem o papel de “ativas”, sai de baixo. Quanta falação! Quando é uma mulher de idade então, nem se fala, ainda mais propondo a ideia do “ato” sem casamento. Vai contra a moral e os bons costumes. Fala sério, né.

De qualquer forma, como quem está no jogo são as Havaianas e a experiente AlmapBBDO, é de se esperar que uma resposta viesse. E das boas. A agência pegou sua criatividade e toda modernidade que lhe cabe e criou um novo anúncio. Dessa vez explicando que iria retirar o filme da TV, mas que deixaria a versão original na internet, para aqueles que gostaram da criação. Bingo. Tacada de mestre.

A iniciativa mostra que todos devem ser ouvidos e respeitados, mas também dá um chega pra lá no preconceito dos atrasados de plantão. Bela atitude para ajudar a galera a colocar a mão na consciência. Todo mundo faz e fala sobre sexo, inclusive as avós - tantos as solteiras, viúvas, casadas ou divorciadas. Duvida? Pergunta pra ela então.

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