Carnaval da Skol, pela F/Nazca
Invente uma pausa. Abra um Twix
Ao som de “On The Sunny Side Of The Street” o filme criado pela AlmapBBDO remete o espectador ao lúdico e sugere que abrir um Twix a qualquer momento pode ser uma boa saída, principalmente quando estamos às voltas com situações de estresse.
A criação é de Dulcidio Caldeira, Cezar Herszkowics, Marco Monteiro e Renato Fernandez, com direção de criação de Dulcidio Caldeira e Luiz Sanches. Produção da Hungry Man/Brazil o filme é dirigido por Bryan Buckle. Pós produção da Tribbo Post. Audio da Raw Audio Production.
Novo filme da AlmapBBDO para Havaianas
A AlmapBBDO criou mais dois filmes para Havaianas ambos estrelados por Guilhermina Guinle e Murilo Benicio. Nos dois o casal mostra a diversidade de modelos e cores da marca.
“Mulher Econômica“, o dela, estréia primeiro. No domingo, próximo dia 13.
Assistam, abaixo. A criação é de Rynaldo Gondim e André Nassar, com direção de criação de Dulcidio Caldeira e Luiz Sanches. Produção da Cine, com direção de Clovis Mello. Fotografia de Fernando Oliveira. Trilha da Play it again.
Mandioca. Da F/Nazca para Skol
Para divulgar em todo o Brasil a nova embalagem de Skol Litrão, a garrafa de 1 litro com casco retornável, a F/Nazca criou o filme Mandioca.
Com veiculação em TV aberta e fechada, o filme traz uma repórter entrevistando um fazendeiro da cidade de Quiprocó que encontrou uma mandioca gigante mas que perde a atenção para uma garrafa de 1 litro de Skol que surge de repente.
A criação é de Marcelo Nogueira e Fabio Brigido, com direção de criação de Fabio Fernandes e Eduardo Lima.
F/Nazca cria para o Natal da Claro
Para anunciar as promoções de Natal da Claro, a F/Nazca criou os filmes “Preocupações” que possuem duas versões, uma para Claro Cartão e outra para Claro Conta.
Os dois filmes trazem a locução “Você tem mais o que fazer além de se preocupar com o celular” e reforçam que o cliente Claro não deve se preocupar com os custos e serviços da operadora.
A criação é de Fabio Fernandes, Ricardo Jones, Airton Carmignani e Pedro Prado, com direção de criação de Fabio Fernandes e Eduardo Lima.
Bring it to life
Considerado o projeto mais ambicioso já produzido para Guinness, o filme mostra um grupo de homens “trazendo um mundo à vida” e faz um paralelo com a forma como a cerveja é produzida. Dirigido por Johnny Green o filme conta com uma equipe de elite, incluindo o cenógrafo Grant Major e o diretor de fotografia Wally Pfisher. Dizem ter sido a produção mais cara realizada pela Guinness até hoje.
The PEN Story
Inspirado na técnica em stop motion usada por Taijin Takeuchi em “A Wolf Loves Pork” (aqui), The PEN Story é um filme criado para viralizar o lançamento da E-P1, versão digital da tradicional câmera Olympus PEN, fabricada pela Olympus desde 1959 (aqui).
O filme, que consumiu nada mais nada menos que 60.000 fotos das quais aproximadamente 11.400 foram impressas e montadas “na unha” e sem nenhuma pós produção, tem a duração de 3′ e propõe uma solução criativa para contar a história da evolução da câmera que, como você, também evoluiu e agora é digital.
Dica do Paulo Neto, via Facebook. Alguém tem a ficha técnica?
Era uma vez…
18 de novembro de 2009 por Carla Said em SELFPOSTS, TVborges
Nesse final de semana, enquanto milhares de pessoas se divertiam na praia, resolvi ver um filme. Por indicação do bonequinho do Globo (sim, eu sigo o que ele diz) fui assistir (500) Dias com ela – (500) Days of Summer, no original. E, posso garantir, tive a grata surpresa de encarar um dos melhores filmes do ano pra mim. Tudo se encaixa perfeitamente: trilha sonora, atores, figurinos, locações e linguagem – além da história, que é fenomenal e nem um pouco óbvia.
O conceito é bem simples e já explícito no início do longa: “This is a history of boy meets girl (…) this is not a love story”. Ponto. Dito isso, a gente pode sofrer, querer que seja o contrário e até se emputecer com os acontecimentos, mas precisamos engolir seco e aceitar que aquele casal não vai terminar bem. Está claro desde a primeira cena, desde quando a idéia foi criada e, provavelmente, o roteiro escrito. Mas, como no post anterior, mais uma vez o pessoal deve estar pensando “por que diabos ela está falando disso?”. Bom, vou tentar explicar.
Conversando depois do filme, não sei porquê, me veio na cabeça o recente comercial “Destino”, criado pela Ponce de Buenos Aires para AXE (veja lá no fim do post). Normalmente, os comerciais da marca não me fazem a cabeça, mas esse me pegou num ponto muito forte: conceito e amarração da história (coisa que, sinceramente, acho que falta nos outros). O filme mostra uma historinha sobre um homem e uma mulher supostamente ideais e que não se encontram. No único momento em que eles vão se esbarrar, passa um cara cheirando a AXE e, pronto, lá se vai uma bela história de amor.
Para quem não sabe, o conceito atual do desodorante é “The Power of Fragrance”. E agora, precisa dizer mais alguma coisa? Eu sei, todos os comerciais da AXE mostram o “poder da fragrância” mas, o que quero mostrar, é como uma história crível e bem contada faz a diferença. Isso é o que pode acontecer na vida real. Comigo, com você e qualquer um. E, vamos lá, não é mais legal assim? Não é muito mais agradável do que olhar para uma peça e sentir que estão zoando com a sua cara? Ah, eu acho.
Na realidade, não é muito sobre o que pode acontecer na vida real, mas o que se torna crível aos olhos. Uma história bem contada e amarrada, passível de “viagens”, mas que caminha naturalmente, sem sobressaltos loucos e sem sentido. A AlmapBBDO fez isso recentemente com o comercial “Xerox”, para O Boticário. Simples, inteligente e bem bonitinho, como vocês podem ver lá no fim do post também. Não daria para usar o mesmo conceito da AXE? Sim. Mas eles assinaram como “acredite no desodorante”, que tem uma amarração perfeita com o conteúdo. Bacana mesmo.
Infelizmente, isso é o que menos tem acontecido na propaganda brasileira atual. O que mais vemos é enrolação, enrolação e, para finalizar, uma piadinha meio jogada, que faz graça sem botar pra pensar. É a tal falta de conteúdo aliada a preguiça. Cansativo demais, bobo demais, non sense demais. Como sempre digo e repito, sei que cada caso é um caso e que o sentido pode variar de pessoa pra pessoa. Ok. Mas também sei que, quando algo é bem contado, o sentido até pode variar, mas a mensagem é recebida igualmente. Seja falando sobre desodorantes, xerox ou histórias de amor.
Ambev, Kaiser, Fischer e Conar. Novamente
Em novo filme criado pela Fischer+Fala! para Kaiser, Humberto Martins destaca os resultados de teste cego promovido pelo Instituto de Pesquisa Datafolha e auditado pela Ernst & Young.
No ar desde a sexta-feira 13, a pesquisa foi realizada com consumidores selecionados entre nove capitais brasileiras que analisaram as marcas Antarctica, Brahma, Kaiser, Nova Schin e Skol e deram seu parecer sobre a qualidade de cada uma delas.
O fato curioso fica por conta do pedido de processo ético feito pela AMBEV junto ao Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), que poderá decidir pela retirada da campanha do ar.
Por que curioso? É que em 2006 a então Fischer América teve uma campanha de teste cego criada para Kaiser retirada do ar pelo Conar a pedido da AMBEV. Pra não dizer que é tudo igual, em 2006 o Instituto Datafolha não estava envolvido, era o Ibope.
Enfim, vale a pena ver denovo tanto o novo filme - abaixo, como os anteriores - abaixo do abaixo.
O que faz você ser você
8 de novembro de 2009 por Carla Said em SELFPOSTS, TVborges
Outro dia estava vendo um episódio dos Simpsons que brincava com uma empresa chamada “Mapple”. Ora, todos sabem que “Mapple” é uma sátira para “Apple” e o fundador “Mobs” é o tão estimado Jobs, da mesma empresa. Além do quê, sabemos que o seriado sempre faz referências ao mundo atual, sejam elas boas ou más. E é bastante crítico.
Mas resolvi falar isso porque, nesse caso específico, o desenho fazia alusão ao famoso comercial “1984”, que a Apple lançou por uma única vez, na final do Super Bowl (lê-se, um público estimado de 70 mil pagantes e, mais ou menos, 80 milhões de telespectadores). Esse famoso filme, teve produção e direção de ninguém menos que Ridley Scott, criação a cargo da agência Chiat/Day (hoje incorporada à TBWA), e custou a bagatela de 1,6 milhão de dólares (sendo que o custo de veiculação ficou em torno de 500 mil dólares). Nada mal para um anúncio de 25 anos atrás. Veja aqui:
Mas, “por que diabos essa garota está falando disso? Todo mundo conhece esse filme”, vocês devem estar pensando. Sim, eu sei, todo mundo conhece esse filme. Mas, não sei, todo mundo conhece esse filme mesmo? Digo, TODO MUNDO sabe que Ridley Scott foi responsável por sucessos como Alien e Blade Runner? Ou, TODO MUNDO sabe que o anúncio reflete a luta que George Orwell travou no livro “1984”? E Big Brother, TODO MUNDO sabe que não é apenas um reality show? Não sei.
Parece simples, mas não é. Sei que esses exemplos não são profundos, e que muitas pessoas estão familiarizadas com tudo isso, mas nem tantas como acreditamos. Na maioria da vezes, recebemos informações sem saber do que se tratam. A gente adora a música “Will You Still Love Me Tomorrow” da Amy Winehouse, mas não faz idéia de que é uma regravação da original escrita por Gerry Goffin e Carole King. E que foi eleita umas das 500 melhores músicas dos últimos tempos pela Rolling Stone. Pra quê, né?
“Tudoaomesmotempoagora” é algo que escutamos com frequência e, sim, é uma verdade. Mais ainda, uma necessidade dos tempos atuais. Não que seja certo ou errado, é apenas uma característica do mundo. Aceitemos. Mas, o que estou querendo dizer, é que falta interesse. Não tanto sobre hoje, mas sobre ontem (e ontem não significa 50 anos atrás, pode ser um mês também). É isso mesmo, falta interesse. E muito. E cada vez mais. O antigo não interessa. É passado, cheira à naftalina e não importa. Uma pena.
Também não acho que somos obrigados a saber tudo sobre tudo, mas acredito que, como comunicadores, nossa função é estudar e promover o pensamento. Sejam nos nossos anúncios, blogs, twitts ou qualquer outro lugar que reflita uma idéia. Eu sei, é cabeçudo demais, é profundo demais e as pessoas simplesmente não entendem, mas não é pra isso que estamos aqui? Para traduzir nossa percepção e, mais ainda, compartilhar um pensamento? Estimular o raciocínio? Acredito que sim.
Não vou entrar no mérito de cada caso, mas espero que a maioria pense como eu. Tá, pode ser utopia, mas prefiro acreditar que ainda há interesse. Prefiro acreditar que as tão esperadas “grandes idéias” sejam sempre geradas em conjunto aos “grandes conhecimentos”. Prefiro acreditar que as pessoas se importam. E espero acreditar sempre. Ou melhor, prefiro.












